Lú Morangon

“Não há decisões estabanadas, nenhuma história termina no dia em que ela realmente acaba. Há sempre um desvencilhamento anterior lento, sutil (como quando alguém percebe que gradualmente foi perdendo o apetite na hora em que costumava sentir mais fome). Não há aquilo que poderia ser feito de outro jeito. O aprendizado incluía as decepções e os acertos de ambos os lados. E, neste ínterim, os momentos de encontro: dos sonhos, solidões ou prantos. Não há dor que se amenize usando a força momentânea da raiva. Um coração machucado precisa de silêncio e colo, não de berrar aos quatro ventos sua falsa independência. Há ruídos que maculam o que deveria ser preservado. Há que haver gratidão pela lição que vem do que não pode ser mudado. Mas há sempre a possibilidade da transmutação. Numa desilusão, esteja atento: ninguém se perde de si mesmo porque foi abandonado. Por maior que seja a…

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por klawsdoher

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